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Planejamento tributário para médicos: dicas essenciais para o sucesso

planejamento tributário para médicos

Pagar todos os impostos em dia é certamente uma das maiores preocupações do empreendedor no país. Vale acrescentar, porém, que uma das questões mais latentes na gestão de um negócio é encontrar formas de reduzir a carga tributária dentro dos limites da lei.

Por isso, o planejamento tributário é uma ferramenta tão importante para as finanças de uma empresa. Se você é médico, seja CLT, autônomo ou pessoa jurídica, vale a pena ficar atento às suas opções de tributação e às formas de garantir o cumprimento das obrigações fiscais.

Para explicar mais sobre a importância do planejamento tributário para médicos e ensinar as dicas essenciais para o sucesso de profissionais desse meio, nós elaboramos este artigo.

Leia com atenção e aprenda mais sobre esse mecanismo de gestão tributária tão importante!

O que é um planejamento tributário?

O planejamento tributário é um conjunto de ações voltadas para a gestão dos impostos dentro de uma empresa. De modo geral, ele pode ser dividido em três eixos principais de ação:

  • Assegurar o cumprimento das obrigações fiscais (principal e acessórias);
  • Encontrar formas de reduzir a carga tributária por meio do enquadramento fiscal;
  • Buscar formas de reduzir o impacto financeiro dos impostos por meio de isenções tributárias.

O foco central dessa ferramenta, tal qual muitas técnicas gerenciais aplicadas em um negócio, é reduzir custos e, consequentemente, maximizar o lucro. O gasto com impostos é bem oneroso no Brasil, já que a carga tributária é uma das mais complexas do mundo.

Quais são os impostos pagos por médicos?

Enquanto um médico CLT já tem o Imposto de Renda retido na fonte, sendo descontado do seu salário, o profissional autônomo deve declarar seus rendimentos e recolher esse tributo por meio do Carnê-Leão.

Por isso é importante que todo médico que trabalha como pessoa física, e não é empregado em uma clínica ou hospital, deva trabalhar com o RPA – Recibo de Pagamento de Autônomo.

Para os trabalhadores da saúde que se formalizam como PJ, por outro lado, existem bem mais tributos a recolher. Conheça os principais:

  • Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ);
  • Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL);
  • Imposto Sobre Serviços (ISS);
  • Contribuição Previdenciária Patronal (CPP);
  • Programa de Integração Social (PIS);
  • Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

Ainda que essa lista de impostos seja longa, o impacto financeiro do seu pagamento pode ser menor no bolso de um médico do que o que se paga trabalhando como pessoa física! Continue lendo para entender o porquê.

Planejamento tributário para médicos: como fazer?

Um dos motivos pelos quais a formalização como PJ é utilizada por médicos para que eles gastem menos com impostos é a possibilidade de elaborar um planejamento tributário mais eficiente.

Confira os passos para utilizar esse mecanismo de elisão fiscal e economizar bastante com a tributação!

Escolha um regime tributário

Uma das primeiras medidas a se tomar no processo de abertura de uma empresa é escolher um regime tributário. Considerando que médicos não podem trabalhar como MEI, é preciso escolher outra natureza jurídica e definir um modelo de tributação a ser adotado.

Os moldes de enquadramento fiscal no Brasil são o Simples Nacional, o Lucro Presumido e o Lucro Real. Saiba um pouco mais sobre eles a seguir!

Saiba mais: Médico pode ser empresário individual? Saiba mais sobre abertura de CNPJ para médicos

Simples Nacional

O Simples Nacional é um modelo simplificado de tributação, voltado para microempresas e empresas de pequeno porte, ou seja, pessoas jurídicas cujo faturamento não exceda R$ 4,8 milhões ao ano. 

Neste regime tributário, os impostos são todos pagos em uma guia unificada (Documento de Arrecadação do Simples Nacional – DAS), que reúne os tributos em uma só alíquota.

O Simples é dividido em cinco tabelas diferentes, chamadas de anexos. Eles são segmentados conforme as atividades econômicas das empresas que se enquadram. No caso de médicos, estabelecimentos de saúde, e outras profissões liberais, o enquadramento pode ser feito no Anexo III ou no Anexo V.

Lucro Presumido

Enquanto o Simples Nacional é recolhido mensalmente, o Lucro Presumido é apurado com frequência trimestral. Neste modelo de tributação, assume-se que médicos, assim como outros prestadores de serviços, tenham lucro equivalente a 32% do seu faturamento bruto.

A partir desse valor presumido (o que dá o nome ao regime tributário) é que são calculados o IRPJ e a CSLL, enquanto os outros impostos são cobrados sobre a própria receita bruta.

De modo geral, empresas com faturamento anual inferior a R$ 78 milhões podem se enquadrar no Lucro Presumido

Lucro Real

Modelo de tributação acessível a qualquer pessoa jurídica, mas obrigatório a quem fatura anualmente acima de R$ 78 milhões, o Lucro Real se diferencia do Lucro Presumido devido à obrigação do cálculo de lucro por parte da empresa, que deve demonstrar os ganhos à Receita.

Assim como o Simples Nacional, no Lucro Real, os impostos são recolhidos mês a mês. No entanto, suas alíquotas do PIS e do Cofins são mais elevadas.

Ainda que este regime seja complexo, ele pode ser vantajoso para clínicas médicas que estão operando em uma margem de lucro bem apertada.

Busque incentivos fiscais na sua cidade

Agora que você já sabe o básico sobre os regimes de tributação, é importante também saber que uma empresa do segmento médico pode estar isenta de alguns dos impostos que você conheceu anteriormente no texto.

Isso ocorre devido a certos programas governamentais chamados de incentivos fiscais. Esses benefícios são oferecidos a empresas de determinados setores, quando é do interesse do poder público fazer com que esse ramo do mercado se desenvolva.

Os incentivos fiscais podem ser criados por diferentes esferas do governo, desde o âmbito federal ao municipal. De toda forma, às vezes é preciso fazer ajustes operacionais para que o seu negócio se adeque aos requisitos desses programas.

Por conta disso, é importante contar com apoio de uma contabilidade especializada, já que esses profissionais têm domínio sobre os processos necessários para obter os incentivos tributários.

Crie um calendário de impostos

Um dos maiores motivos pelos quais se gasta muito com impostos no Brasil é a falta de organização no seu pagamento. Isso leva a atrasos e, consequentemente, a multas.

Para evitar que você tenha custos desnecessários com a parte tributária, é importante criar um calendário de impostos. Para isso, é preciso ter escolhido o seu enquadramento fiscal e, em sequência, você deve elaborar as datas certas para recolher os tributos.

Insira esse planejamento no seu plano orçamentário e certifique-se que a carga tributária não terá um peso excessivo no seu bolso em determinadas épocas do ano!

Conte com apoio especializado na gestão tributária!

Se você quer ajuda para executar esses passos que você aprendeu ao longo do conteúdo, é melhor contar com apoio de uma contabilidade que seja especializada em prestar serviços a profissionais da saúde.

Felizmente, esse é o caso da W3 Contabilidade! Somos uma empresa com mais de 35 anos de experiência, e realizar o planejamento tributário para médicos é uma das soluções que mais executamos no nosso dia a dia.

Entre em contato conosco e saiba mais sobre os nossos serviços e como eles podem se encaixar nas demandas do seu negócio.

Para ler mais conteúdos e conhecer mais sobre o nosso trabalho, confira o nosso blog e siga as nossas redes sociais. Leia também: Quando um médico deve emitir NF? Tudo que você precisa saber.